quarta-feira, 5 de outubro de 2011

maluquice misturada com lucidez'

Eu só precisava de um pouco mais de paciência, comigo mesma e com os outros. Eu só precisava ser um pouco menos explosiva com os outros e, principalmente comigo mesma. É uma sensação que nem eu sei explicar muito bem, mas é sufocante. Dói, e muito. Creio eu que talvez seja uma mistura de sentimentos. Raiva, ódio, amor demais, medo, e uma quantidade mínima de cíume. É estranho. Oi?! Não está entendendo o que eu estou querendo dizer né?! Tudo bem, nem eu me entendo às vezes... Só sei que está doendo, está perturbando... É um tanto quanto difícil, pra mim, manter o controle, ter paciência e não ser explosiva. As pessoas, a sociedade e o mundo colaboram justamente para que eu não tenha paciência e seja absoluta e absurdamente explosiva. Oi?! Sim, eu sei que sou extremista e radicalista. Exagerada. Não sei ser otimista, confesso. Estou perdidamente confusa nas minhas idéias e nos meus sentimentos. Estou me sufocando. Eu não sei manter a calma, e nunca sei a hora certa de falar, de sentir, de agir. Eu me guardo. Depois falo, sinto e ajo. Machuco alguém, sempre. Há situações que exigem de mim extrema intensidade, então perco o controle novamente. Eu poderia tentar mais uma vez ter paciência e não ser explosiva. É, isso mesmo...tentar. Já tentei, por vezes e os resultados, como sempre, negativos. Um dia quem sabe, eu tenha paciência e não seja explosiva... Mas hoje, eu sei perder o controle da situação, de mim, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos e depois colocá-los perfeitamente no lugar. Assim como agora, um pouco de 'maluquice misturada com minha lucidez' perdi o controle das palavras nesse texto, mas não se preocupem, eu não mordo.
(...)
Chapeleiro: Será que estou ficando louco?
Alice: Acho que sim, está ficando completamente pirado. Mas deixe-me contar um segredo: as melhores pessoas são assim.
(...)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

?!


O que fazer quando você se permite viver perdida e confusa entre seu orgulho e o egoísmo de alguém?!

sábado, 24 de setembro de 2011

o amor.

"...Se tem uma coisa que o amor não é, é justamente mágico. Não tem nada de mágico no amor. Nada de improvável, de inexplicável. O amor é o dia a dia da conquista, algo sacal, de tentar eternamente entender o outro, de não jogar tudo pro alto quando essa seria a alternativa mais fácil. O amor não é fácil. Ele exige. Exige disciplina, dedicação, inteligência e uma dose monstruosa de paciência.

Por isso é para poucos e raros, é para fortes de espírito e cabeça. A maioria quer do amor apenas uma hipotética e redentora recompensa, como se ele fosse uma espécie de deus bonachão e generoso. Pelo contrário: os sacrifícios no seu altar são os sangrentos. E ele quer até a última gota do último e mais forte grito."


(Thompson Holmes)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Texto que hoje, sou eu.

"Talvez eu tenha nascido para uma vida desapaixonada e culta. Talvez eu nunca tenha olhado verdadeiramente o outro, e só tenha visto o texto pronto que criei pra ele. Talvez eu não conheça o que julgava conhecer. E isso me entupiu de certezas que eu não soube abandonar ao longo do caminho.

Uso palavras para não sofrer, para plagiar uma dor, pra fingir que sou leve e que está tudo bem. Uso palavras pra falar de uma chuva que talvez eu não conheça porque não me permiti ficar encharcada dela. E ela virou a metáfora de um relacionamento, o que pode ser tristemente poético.

Talvez eu só tenha sentido saudade pra falar de outras coisas. Pra usar a palavra "saudade" mesmo, que eu adoro. Acho que estou muito cansada. Falei demais das coisas e , no entanto, não toquei verdadeiramente em nada. Observei e descrevi, cheia de filtros semânticos. Dentro da minha limitação eu interpretei o Universo para que eu coubesse nele, em mim. E alienei as pessoas dentro de conceitos. E arranjei um sentimento pra cada coisa. E pensei que assim, tudo estaria em ordem, sob controle.Eu que me julgava não julgadora, me considerava livre, agora tendo que empurrar as grades dessa prisão de certezas que criei pra mim. Sem poder culpar ninguém. Usando um discurso de alguém que não quer magoar o outro pra descobrir que no fundo só me importei comigo mesma e com os meus medos. Não deixei que o outro experimentasse o que havia de melhor ou de pior em mim. Não deixei que ele escolhesse. Mantive o muro de palavras e o meu discurso pronto pra continuar a salvo do outro lado. Eu que sempre falei de pontes...

Talvez eu seja uma farsa. Talvez eu seja virtualmente inacessível. Alguém que se entope de adjetivos pra entender as coisas e dizer que não se preocupa em entender nada. Eu que sempre falei de amor, não amei o outro em toda a dimensão da pessoa que ele é. Talvez eu tenha me preocupado mais com as vírgulas que não usei nas cartas de amor que escrevi, que com as pessoas que as receberam e que se julgaram amadas.

Talvez eu só tenha dançado pra fingir que gostava de música. Talvez eu só tenha bebido pra fazer parte de um círculo social. Talvez eu só tenha aceitado certas coisas pra poder ser chamada de amiga, e usei levianamente a palavra amizade.Talvez eu tenha me apaixonado diversas vezes pra fazer parte do círculo de pessoas que sorriem diferente porque estão amando, e sofri as carências que intercalam as paixões como se fossem reais. Talvez eu tenha rompido relações pra escrever cartas de despedida e mostrar como eu dominava a dor ao escrevê-las. Talvez eu só tenha experimentado as relações dentro da literatura.

Acho que estou realmente cansada. Falei demais sobre tudo e continuo no escuro. E a minha recusa em tocar nas coisas me impede de sair tateando em direção à luz. E mais uma vez eu uso palavras pra tentar me defender de algo, de mim. Talvez eu devesse escrever uma carta em branco pra dizer que quero silenciar: que se o silêncio ainda estiver esperando por mim, eu aceito. Preciso esquecer as palavras, preciso me despedir delas para começar a experimentar a vida com honestidade. Talvez silenciando eu consiga ser mais honesta com você. Eu que precisei escrever tanto pra dizer isto: que preciso silenciar. "

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

sobre alianças e relacionamentos.

Eu não sei que mundo é esse em que algumas pessoas vivem, onde pra existir namoro, tem que existir aliança. Não que eu seja insensível, muito pelo contrário, até sensível demais. Acho lindo ver um casal de namorados usando uma aliança, e também acho que toda mulher, pelo menos uma vez na vida, merece ganhar uma. Acontece que aliança, é só um símbolo, e ela não impede e nem te obriga a fazer coisa alguma. Se o homem ou a mulher querem fazer algo errado, a aliança não vai impedi-los...quantas vezes eu já vi homens, quando longe da mulher, escondem a aliança no bolso... Tremenda covardia, por que usa então? Relacionamento, namoro, não é isso não...pra ser sério, pra ser de verdade, não é a aliança que vai dizer e/ou mostrar isso, e sim o sentimento, as atitudes. Um namoro de verdade tem que ter reciprocidade, é isso mesmo. Doar e receber. Entender e ser entendido. Amar e ser amado. Dialogar e ter alguém pra ouvir e dialogar junto. Não precisamos nos relacionar e nem amar através de conceitos que nos são passados. Um relacionamento vai muito além de cobranças, vai muito além do que uma simples aliança. É um cuidar do outro, é receber e ganhar um cafuné, é ter um colo pra chorar e uma mão pra enxugar todas as lágrimas, é ter alguém com quem se possa trocar experiências, afetos, conflitos, sensações. Enfim, é ter alguém pra amar. Só quem vive um relacionamento de verdade, sabe de seu devido valor. Sabe que, o mais importante é a convivência, é o aprendizado, é o risco que se corre, e principalmente o companheirismo e lealdade, não os símbolos, que os fracos de espírito e de coração acham ser. Se relacionar é permitir viver um sentimento novo a cada dia, é compartilhar cada momento, e tirar aproveito até das coisas ruins. É amar. Então, ame, namore...e a aliança, ah... deixe que os outros falem.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

cartas para Julieta.

" "E" e "Se" são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloque-as juntas lado a lado, e elas tem o poder de assombra-lá pelo resto da sua vida. "E se".. E se? E se?

Não sei como sua história acabou. Mas sei o que você sentia na época era amor verdadeiro então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, porque não o seria agora? Você só precisa ter coragem para seguir seu coração. Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos. Mas gosto de pensar que, se um dia sentisse, eu teria coragem de agarra-lo. E Claire se voce não o fez, espero que um dia faça.
Com todo meu amor.


Julieta "

(Uma das cartas escritas por uma das "secretárias da Julieta" ,
do filme...vale a pena assistir...achei bonitinho!)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Oi?!

Sim, eu tenhos segredos guardados comigo, os quais eu só conto para o céu. Agora, por mais que eu faça a loucura de planejar como vai ser o meu dia de amanhã, eu sei que vai ser completamente diferente. "Nunca sei ao certo o que vou ser no próximo minuto." Juro que, por um instante insano quis fazer, falar e violentar loucuras. Aí, ouvindo a chuva lá fora, e por acaso uma playlist do Nickelback, eu aqui debaixo dos meus dois edredons, resolvi voltar a escrever...aquela velha terapia de sempre, pois assim eu meço as palavras, eu não falo diretamente assim como gostaria. Eu não violento, acho.
O que acontece sempre, é que eu penso demais, penso e não falo, pois se falo machuco. Às vezes uso aquele história de "tapar os olhos e fingir não ver", mas com isso quem sofre sou eu. Simples, porque eu martirizo e faço tempestades em qualquer coisa que aconteça além do normal. Além do meu normal na verdade, pois o normal dos outros, não é o meu. Já disse quinhentas e duas vezes o quão diferente eu sou, não que eu me sinta bem com isso, em certo ponto sim, mas sofro, pois o que é "normal" para os outros me incomoda, entende?  É uma espécie de inaceitação, se é que existe essa palavra. Me fechei do novo, me fechei da vida, talvez. Eu não aceito, e ponto final. Permaneço em silêncio, mas tenho medo da hora que esse silêncio explodir, assim como tantas vezes já explodiu.
Oi?! Eu queria me entender, só isso. O mundo parece dar tantas voltas, que chega capotar. (risos!)...
Texto sem sentido, assim como eu, neste exato momento.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

(des)acredito.

Agora aqui, só restou eu e minhas páginas em branco. Páginas estas, que são cheias de expectativas, e de medos também... Tenho tanto a dizer, mas o que escrever? Poderia começar dizendo que tudo mudou, que tudo ainda muda. Ou, até mesmo, nos descartes e inclusões que fiz e ainda devo fazer no decorrer dos dias que ainda me restam. De qualquer forma, eu irei falar de amor e sobre (des)acreditar nele. O que importa é a verdade, não a metáfora. O que importa é o amor, não as promessas feitas. É tudo muito silencioso e cheio de palavras que explicam por dentro. Acho que, ando muito ferida, pra poder suportar um pouco mais de dor. Então, eu (des)acredito. Eu queria que alguém me disesse que vai ficar tudo bem, e que tudo isso são apenas "paranóias" minhas, porque esta incerteza toda tem me desnorteado demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto. O silêncio é assustador e a dúvida machuca. E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longínquo, tão fantasia! Confesso, tenho medo da verdade. E estou com pressa, pressa dessa verdade. Enquanto, ela não vem eu (des)acredito em tudo, nas palavras, nas atitudes, nos gestos, nos sentimentos. São apenas fatos e acasos que provocam toda essa turbulência de pensamentos e sentimentos. Vivo num espiral sem fim, me perco. Não entendo, não sei como agir, não sei se suportaria, mas também não quero perder. Enquanto eu sentir dor no peito, terei muito respeito por essa dor, sem apegos, só por pura consciência de que a vida é cíclica e de que senti-la é a única forma de entender. Acredito que dias ensolarados virão e existirá sempre um jeito de olhar ou uma delicadeza no tratamento da relação que dispensará qualquer explicação, qualquer dúvida, qualquer mágoa, qualquer medo, qualquer nada.
Agora somos eu e minha página escrita. Não falei nada de importante, no fundo eu só precisava de um desabafo. Sem mais...

terça-feira, 19 de abril de 2011

confissões de uma 'pós-adolescente' em crise...

Ah, eu cansei! Estou agora no meio de uma aula de rede de computadores, mas se pudesse dormiria e acordava em outro mundo, lá nos meus 35 anos. (Aham,como no filme "De repente 30"). É, eu já iria estar formada, com um emprego gratificante e remuneradamente merecido. De preferência, eu já gostaria de estar casada (com meu atual namorado!).
Eu já conheceria muita gente nova (essa gente atual, me cansa!). Queria ter também minha casinha, do meu jeito, com a minha cara; sofás vermelhos e puff preto e branco. Ah, não posso esquecer do meu carro amarelo (ou vermelho), o qual eu estacionava, e com classe e elagância descia dele com meu salto 12. Se não for querer (ou sonhar) demais, eu queria ter um bebê. Isso mesmo, e de início uma menininha. Já sei, quero um casal de filhos, mas o menino fica em segundo plano.
É acho que com 35 anos, eu já teria vivido muita coisa e, quem sabe até já teria realizado o sonho de fazer um tour pela Europa e beber porres pelos pub's de lá. Ah, e claro, já teria ido a um show do idolatrado U2!
Eu não sonho alto, só tenho pressa de viver, quero o futuro logo, então gosto de imaginar como ele será (ou seria!). Tá, eu não sei o dia de amanhã, e também não sei se estarei viva até lá meus 35 anos, mas enquanto isso, deixa eu  sonhar acordada,  já que essa monotonia atual me cansa.
(...)
E, agora voltando para vida real e atual, meu professor está lá explicando a camada de enlace de dados, mas o que é isso mesmo?!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

3x4

Segunda-feira, 18 de abril de 2011 e aqui estou eu. Sentada feito 'índio' na minha cama, ouvindo o bom e velho U2, à pensar. O sol está lindo e absurdamente quente lá fora, e isso me faz ter mais vontade de ficar aqui no meu canto, e bem quietinha. Hoje, não sei porque cargas d'água, me deu uma vontade absurda de escrever, ainda tenho um bilhão de coisas importantes pra fazer, mas eu preciso escrever. Então escrevo, sem mais e sem menos e sem porque e sem sentido. Falando assim, de mim, vejo que não me enquadro nenhum pouco no título de pessoa controlada. Sou difícil, explosiva, não tenho um pingo de paciência com quase nada. Gosto do poder e de poder. Também sou geniosa, chata, intempestiva, brava. Pessoas calmas me irritam. Sou autoritária, ansiosa e perfeccionista. Eu quero tudo ao mesmo tempo e não quero nada. Tenho uma inteligência sufocante, e meus pensamentos vão além do esperado. Sou neurótica. Consigo me perder em pensamentos, em sentimentos, em mim. Ao mesmo tempo, sou frágil, sensível e chorona. Tenho medos também. Sim, eu tenho uma espécie de "Cisne Negro" dentro de mim, que só eu conheço. Eu vivo nos extremos, me entupo de ausências. "Eu caminho, desequilibrada, em cima de uma linha tênue entre a lucidez e a loucura."  Eu sou assim, sempre fui assim... e tento apenas ser feliz assim, mas não se preocupe, eu não mordo!